O “síndrome do escritório doente”, um problema que afecta 50% daqueles que trabalham em frente a um computador

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Um mobiliário inadequado no posto de trabalho pode causar uma variedade de sintomas/doenças tais como conjuntivites, problemas dermatológicos ou falta de concentração.

Cinquenta por cento das pessoas que trabalham num escritório apresenta problemas posturais relacionados com o chamado “Síndrome do Escritório Doente”, segundo destacou o professor e director da “IMF Business School”, Carlos Martinez.

Carlos Martinez destaca o quanto é importante “dispor de um ambiente de trabalho ergonómico, rever os equipamentos de ar condicionado, sentar-se numa postura adequada, evitar o contacto prolongado com ecrãs de computadores ou a falta de luz solar”.

O IBV (Instituto de Biomecânica de Valência) indicou que dores de cabeça, conjuntivites, problemas dermatológicos ou falta de concentração são alguns dos sintomas do “Síndrome do Escritório Doente”, “um transtorno que afecta milhares de espanhóis e que é fruto do grande número de horas passadas em frente a computadores ou em ambientes de escritório”. O “Instituto de Biomecânica de Valência” acrescentou que um dos seus estudos mostra que até 65% dos afectados associa o mal-estar/sofrimento físico ao mobiliário do escritório – cadeira, altura das mesas, computadores.

Também indicou que segundo o último relatório sobre saúde laboral da “Organização Mundial da Saúde” (OMS), as partes do corpo mais afectadas são o tórax, as costas e a parte lateral do tronco (entre a axila e a cintura), seguidos da região lombar.

Nesse sentido, acrescentou que as alterações de saúde resultantes das más posturas no ambiente de trabalho podem causar vários problemas de saúde, comentando que este fenómeno somado á falta de contacto com a luz solar ou o excessivo número de horas em frente a computadores podem gerar o “Síndrome do Escritório Doente”.

DORES TARDIAS

Igualmente apontou que o problema destes transtornos, segundo a “Sociedade de Prevenção da Mutual de Acidentes e Doenças Profissionais da Segurança Social” (FREMAP), é “que geralmente não dão a cara de imediato, pelo que vão aparecendo com o tempo depois de ir sofrendo uma sobreexposição a posturas forçadas como sentar-se de maneira incorrecta, passar demasiadas horas sentado em frente ao computador e dentro de um escritório ou a falta de contacto com a luz solar”. Precisou que se trata de “ situações laborais quotidianas que podem causar fadiga visual, dores nas costas, má circulação nas pernas ou mau-estar na cervical”.

O aumento destas doenças está a provocar que 25% de absentismo laboral seja à custa de problemas musculares derivados deste Síndrome, segundo dados do “Instituto Nacional de Segurança e Higiene no Trabalho”.

Fonte: www.abc.es

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