“Erin Brockovich” – um filme para ver e rever…

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Veja este filme, o qual retrata uma história verídica em que uma grande empresa fazia coacção sob os moradores vizinhos à fábrica para que estes vendessem as suas casas depois de tê-los, sem que eles soubessem, infectado com um elemento químico extremamente inapropriado para o contacto humano.

Este filme mostra um olhar diferente e de que forma o espaço em que vivemos nos pode afectar, nomeadamente a questão da contaminação da água, um dos itens analisados pela Geobiologia.

Erin Brockovich é uma mãe de três filhos, separada, sem qualificação e experiências profissionais, mas que possui dentro de si uma enorme perseverança, força de vontade, disposição e um objectivo de sustentar os filhos. Começa a trabalhar num pequeno escritório de advocacia, onde passa pelas suas mãos um processo sobre uma operação de compra e venda de imóveis envolvendo uma poderosa organização e moradores de uma pequena localidade. Ela fica intrigada com a presença de relatórios médicos numa questão patrimonial e resolve, por conta própria, investigar a estranha relação. No processo de investigação recolhe todas as informações possíveis, ouvindo moradores e juntando informações de várias fontes; assim consegue desvendar um grande problema que a empresa vinha escondendo, ou seja, um produto usado para tirar ferrugem das máquinas é libertado em grande quantidade durante anos pela empresa, o qual contaminou os lençóis freáticos naquela região. Essa contaminação foi causa responsável por várias doenças produzidas na população da localidade, inclusive cancros.

Num esforço fantástico de convencimento das vítimas para lutarem pelos seus direitos, Erin Brockovich consegue juntar procurações de mais de 600 famílias, que conseguiu através de tempo, comunicação e empatia. A acção é formalizada e a justiça condena a organização a indemnizar as vítimas em quase 400 milhões de dólares.

O filme mostra o lado da falta de ética das organizações ao pensarem somente no lucro, esquecendo-se das questões ambientais e humanas pois não pensam no bem-estar e segurança da população que vive nas redondezas de suas instalações. Mesmo sabendo que está a eliminar produtos químicos nocivos à saúde pública, a empresa esconde esse facto da opinião pública – mente, usa de subterfúgios, manda destruir documentação comprometedora, corrompe médicos, ameaçam pessoas, demitem empregados que sabem do problema, contrata advogados sem princípios éticos para defenderem seus interesses junto aos tribunais, etc.

Erin conseguiu a vitória na negociação porque estava devidamente preparada, correu atrás de provas verdadeiras, agiu com firmeza, juntou todo o tipo de dados necessários para que o oponente não tivesse como provar o contrário e não aceitou o suborno, pensando no bem-estar e nos direitos das pessoas que estavam a ser prejudicadas.

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